Diário de bordo 14 - 23.10.17
Nossa aula de hoje foi direcionada aos poemas que nos foi solicitado na aula passada, onde tais poemas seriam de escolho pessoal e para ser declamado junto aos nossos colegas num círculo de apresentação. Confesso que tinha esquecido literalmente desse poema (não me julguem eu tive outras urgências), porém declamei um poema que já o conheço há um tempo e que por sinal gosto bastante. O poema se chama "Sei Bem que Nunca Serei Ninguém", do autor Fernando Pessoa.
Sei Bem que Nunca Serei Ninguém
Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.
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